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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

5 de outubro de 1989 - Dalai Lama recebe o Prêmio Nobel da Paz



Em 1989, o Dalai Lama Tenzin Gyatso, líder espiritual do Tibet recebia o prêmio Nobel da Paz, em reconhecimento por sua luta pacífica de resistência ao domínio chinês sobre o território tibetano.

O Dalai Lama, que vivia exilado na Índia desde 1959, foi informado da premiação nos Estados Unidos, onde participava de um assessor d euma conferência internacional de paz. Reservado, limitou-se a informar, através de seu assessor, que se sentia "satisfeito" Tenzin Gyatso havia sido indicado ao prêmio Nobel da Paz por oito anos consecutivos e desta vez concorria com 20 organizações e 77 pessoas, entre elas o líder negro sul-africano Nelson Mandela, o ex-presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan e o presidente da Fifa, o brasileiro João Havelange.

A premiação foi recebida com euforia e entusiasmo pelos seguidores do líder espiritual na cidade indiana de Dharmasala, no Himalaia, onde o Dalai Lama formou seu governo no exílio. "Ela nos ajudará a reforçar a luta pela independência. Terá um enorme impacto", afirmou Thupten Samphel, assessor do Dalai Lama, em entrevista por telefone à agência Reuters. "Por muitos anos fomos ignorados pela comunidade internacional porque adotamos um movimento de não-violência. Este prêmio é o reconhecimento de que a resistência pacífica é a melhor forma de luta", afirmou.

Ao receber a notícia, Wang Guisheng, conselheiro da embaixada da China em Oslo, sede do comitê organizador do Prêmio Nobel, disse que o sentimento do povo chinês estava "profundamente ferido" com a premiação de Dalai Lama. "As questões tibetanas são só e inteiramente um problema chinês", comentou, acusando os organizadores do prêmio de interferência em assuntos internos da China.

O Deus-rei do Tibete
Tenzin Gyatso nasceu em seis de julho de 1935, filho de uma família de camponeses da cidade de Chinghai, fronteira com a China. Aos dois anos e meio de idade foi reconhecido por monges budistas como a 14º reencarnação de Buda e, aos quatro anos, entronizado como o Dalai Lama, levado para Lhasa e instalado no paradisíaco palácio de Potala. Ali estudou filosofia budista até os 15 anos, quando foi proclamado Deus-rei do Tibete. Atualmente, persiste na sua luta pacífica pela autonomia política do Tibet, invadido pela República Popular da China em 1959.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

24 de agosto de 1954 - Vargas sai da vida e entra para a História

Getúlio Vargas vê no suicídio a única saída para não renunciar

Há exatos 55 anos, na madrugada de 23 para 24 de agosto de 1954, o presidente da República Getúlio Vargas encerrou, com um tiro no peito, a mais grave crise política que seu governo já enfrentara até então, caracterizada por pressões de militares, políticos e da imprensa para que renunciasse a seu cargo de líder da nação. Ao suicidar-se no Palácio da Catete, no Rio de Janeiro, Getúlio deixava duas cartas endereçadas ao povo brasileiro, uma manuscrita e outra datilografada, em que explicava suas ações e acusava a oposição e o poderio americano de coibir as iniciativas de seu governo, não lhe deixando escolha senão a renúncia ou a morte.

As manifestações populares consequentes ao suicídio do presidente foram imediatas. No dia seguinte, quando uma das cartas testamento chegou ao conhecimento dos brasileiros pelos rádios, manifestações de indignação e revolta contra os adversários do "pai dos pobres" tomaram as ruas do Brasil, apedrejando embaixadas e consulados norte-americanos, e as redações de jornais opositores a Vargas. O udenista Carlos Lacerda, um dos grandes inimigos políticos de Vargas, fugiu do país com receio da ira popular. Em diversas cidades houve distribuição de fotos do ex-presidente.

O corpo de Getúlio Vargas foi enterrado na sua cidade natal, São Borja, no Rio Grande do Sul. Sua família recusou a oferta de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar o corpo para o sul, assim como todas as homenagens oficiais oferecidas pelo novo presidente, Café Filho.

O atentado da Rua Toneleros
O último mandato de Getúlio Vargas como presidente da República foi polêmico e tumultuado, com frequentes acusações de corrupção. Entretanto, o auge dos problemas de seu governo veio com o atentado da Rua Tonelero, em 5 de agosto de 1954. Nele, Alcino João Nascimento e Climério Euribes de Almeida, membros da guarda pessoal de Getúlio, atiraram contra Carlos Lacerda, jornalista opositor a Vargas, atingindo-o no pé e matando o major Rubens Florentino Vaz, da Força Aérea Brasileira (FAB). Na época, devido à crise que se desenrolou a partir do episódio, Getúlio declarou: "Carlos Lacerda levou um tiro no pé. Eu levei dois tiros nas costas". Menos de 20 dias depois o presidente se suicidaria.