Ou Isto Ou Aquilo
Cecília Benevides de Carvalho Meireles (Rio de Janeiro, 7 de novembro de 1901 — Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1964) foi uma poetisa, professora e jornalista brasileira.
| Manifestações Populares |
| A Irmandade da Boa Morte é uma confraria religiosa afro-católica brasileira. História A história da confraria religiosa da Boa Morte se confunde com a maciça importação de escravos da costa da África para o Recôncavo canavieiro da Bahia, em particular para a cidade de Cachoeira, a segunda em importância econômica na Capitania da Bahia durante três séculos. O fato de ser constituída apenas por mulheres negras, numa sociedade patriarcal e marcada por forte contraste racial e étnico, emprestou a esta manifestação afro-católica, como querem alguns autores, notável fama, seja pelo que expressa do catolicismo barroco brasileiro, de indeclinável presença processional nas ruas, seja por certa tendência para a incorporação aos festejos propriamente religiosos de rituais profanos pontuados de muito samba e comida. Há que acrescentar ao gênero e raça dos seus membros a condição de ex-escravos ou descendentes deles, importante característica social sem a qual seria difícil entender tantos aspectos ligados aos compromissos religiosos da confraria, onde ressalta a enorme habilidade dos antigos escravos para cultuar a religião dos dominantes sem abrir mão de suas crenças ancestrais, como também aqueles aspectos ligados à defesa, representação social e mesmo política dos interesses dos adeptos. Para saber mais sobre a matéria clique no título |
Desde o seu nascimento foi criado e conviveu sempre com a família do Barão de Itapuã, que se tornou seu padrinho. Fez seus estudos iniciais no Colégio Pedro II e depois se transferiu para o Liceu Provincial, na cidade do Salvador, na Bahia. Em 1886, manifestando extraordinária precocidade, se matriculava na Faculdade de Medicina da Bahia, berço do ensino médico no Brasil. Ainda cursando o quinto ano, em 1890, foi interno da Clínica Dermatológica e Sifiliográfica. Conclui seu curso e logo após sua formatura (1891), apresenta a tese "Sífilis Maligna Precoce" tornando-se depois referência mundial no campo da sifiligrafia. Passa a clinicar, num curto espaço de tempo, junto a Santa da Casa da Misericórdia, sendo médico-adjunto do Hospital Santa Isabel. Após realizar concurso, em 15 de setembro de 1894, é nomeado preparador de anatomia médico-cirurgica, Mas neste período, sem remuneração, torna-se assistente da cátedra de Clínica Psiquiátrica e de Doenças Nervosas, iniciando-se a partir daí o seu aprendizado sobre as doenças mentais. Nesta fase, em todos os intervalos de suas atividades diárias, aprimorava seus conhecimentos de outros idiomas, tornando-se um dominador na comunicação oral e escrita do francês, inglês, italiano e o alemão. Sempre conhecido desde estudante como trabalhador metódico, adepto das ações em equipe, sempre querendo saber de tudo, com detalhes, comentando e discutindo. Seu destaque no meio acadêmico, na província baiana, o faz liderar a mobilização de professores e colegas, fazendo surgir a Sociedade de Medicina e Cirurgia e, a de Medicina Legal. |
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| GOTA DO QUE NÃO SE ESGOTA do livro Negroesia, 2007 cota é só a gota a derramar o copo não a mágoa do corpo mas energia represada que agora se permite e voa em secular esforço de superar-se coisa e se fazer pessoa cota é só a gota apenas nota de longa pauta a ser tocada com o fino arco em mãos calosas cota é só a gota a explodir o espanto de se enxugar no riso a imensidão do pranto ela é só a gota ruindo pela base a torre de narciso é só a gota entusiasmo na rota afirmativa que ameniza as dores da saga suas chagas de desigualdade amarga cota é só a gota meta de quem pagou e paga desmedido preço de viver imposto e agora exige seu direito a voto na partição do bolo é só a gota de um mar de dívidas contraídas pelos que sempre tornaram gorda a sua cota cota é só a gota afrouxando botas de um exército para o exercício da eqüidade cota não reforça derrota equilibra entre ponto de partida e ponto de chegada a vitória coletiva reinventada. |
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| Cristo carregando a cruz, Santuário de Congonhas do Campo Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, (Vila Rica, 29 de agosto de 1730 - Vila Rica, 18 de novembro de 1814) foi um escultor, entalhador, desenhista e arquiteto no Brasil colonial. Com um estilo relacionado ao barroco e especialmente ao rococó, é considerado o maior expoente da arte colonial em Minas Gerais (comumente chamada barroco mineiro) e no Brasil colônia em geral. Toda sua obra foi realizada em Minas Gerais, especialmente nas cidades de Ouro Preto, Sabará, São João del-Rei e Congonhas do Campo. Os principais monumentos que contém suas obras são a Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto e o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. Biografia Muitas dúvidas cercam a vida de Antônio Francisco Lisboa. Praticamente todos os dados sobre sua vida são derivados de uma biografia escrita em 1858 pelo jurista Rodrigo José Ferreira Bretas, 44 anos após a morte do Aleijadinho, baseando-se em documentos e depoimentos de pessoas que conheceram o artista[1]. Igreja de São Francisco em Ouro Preto, com uma magnífica portada em pedra-sabão realizada pelo Aleijadinho. O mais importante dos documentos em que se baseou Bretas foi uma "Memória" escrita em 1790 por um vereador da cidade de Mariana. Neste documento, cujo original se perdeu, é feito um amplo relatório acerca do estado das artes nas Minas Gerais, incluindo alguns dados sobre o Aleijadinho relacionados a sua formação artística e sua participação em algumas obras [2]. Também é mencionado que Antônio Francisco era filho de um afamado mestre-de-obras português, Manuel Francisco Lisboa, que além de construtor atuava como arquiteto[2]. A data de nascimento do Aleijadinho é motivo de controvérsia. De acordo com o biógrafo Bretas, Antônio Francisco nasceu no ano de 1730 em Vila Rica (atual Ouro Preto) na frequesia de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias, sendo filho de Manuel Francisco Lisboa e sua escrava africana, Isabel (ou Izabel)[3]. O filho, nascido escravo, foi alforriado no batismo. A certidão de batismo encontrada por Bretas dá a data de 29 de agosto de 1730 para o nascimento de Antônio. As dúvidas derivam do fato de que o nome do pai que figura na certidão é Manuel Francisco da Costa, e não Lisboa, o que poderia ser devido a um erro do escrivão. Outra fonte de dúvidas é a certidão de óbito do Aleijadinho, datada de 18 de novembro de 1814, na qual consta que o artista faleceu aos 76 anos de idade. A confiar neste documento, ele deveria haver nascido em 1738[4]. Antônio Francisco teve um filho natural - fora do casamento - aos 47 anos, a quem chamou Manuel Francisco Lisboa, mesmo nome do avô. Teve também vários meio-irmãos, frutos do casamento do seu pai[5]. Um destes meio-irmãos, padre Félix Antônio Lisboa, também foi escultor. Formação Segundo Bretas, Antônio Francisco sabia ler e escrever e poderia haver estudado latim. Sobre sua formação artística, a "Memória" do vereador de Mariana indica que Antônio Francisco teria recebido lições de seu pai e do desenhista e pintor português João Gomes Batista. Também Antônio Francisco Pombal, irmão do pai do Aleijadinho e portanto seu tio, era um afamado escultor e poderia ter participado da educação do jovem Antônio. Os críticos também apontam os escultores portugueses Francisco Xavier de Brito e José Coelho de Noronha como possíveis influências. Com Coelho de Noronha o Aleijadinho trabalhou efetivamente no início de sua carreira, cerca de 1758, nas obras de talha da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso, em Caeté[1][6]. Alguns acreditam que Antônio Francisco poderia haver viajado ao Rio de Janeiro - então capital da colônia - na década de 1770, cuja fervilhante atividade artística também poderia ter influenciado o artista. Não há, porém, provas documentais de tal viagem. Doença e morte Nossa Senhora das Dores, no Museu de Arte Sacra de São Paulo Na descrição de Bretas, Antônio Francisco era "pardo escuro, tinha a voz forte, a fala arrebatada e o gênio agastado; a estatura era baixa, o corpo cheio e mal configurado, o rosto e a cabeça redondos, e esta volumosa; o cabelo preto e anelado, o da barba cerrado e basto; a testa larga, o nariz retangular e algum tanto pontiagudo, os beiços grossos, as orelhas grandes e o pescoço curto."[3] A partir de 1777, o artista começou a sofrer os sintomas de uma misteriosa doença que lhe causou deformidades no corpo e que lhe valeram a alcunha de "Aleijadinho". Bretas diz que Antônio sofria dores horríveis e que eventualmente perdeu os dedos dos pés e teve de andar de joelhos. Também terminou por perder os dentes e os dedos das mãos, e suas deformidades teriam feito com que trabalhasse escondido por tendas para que as pessoas não o observassem. Seu escravo Maurício seria o responsável por atar a suas mãos os cinzéis com os quais esculpia[3]. Atualmente se debate que doença poderia ter causado esses problemas ao Aleijadinho, dividindo-se as opinioes entre sífilis, reumatismo, porfíria, hanseníase, lepra e poliomielite[4]. É muito provável que os sintomas devastadores descritos por Bretas sejam um tanto exagerados, uma vez que seria muito difícil que com tamanhas mutilações o Aleijadinho pudesse ter esculpido suas últimas obras em Congonhas do Campo. Ainda segundo Bretas, o Aleijadinho morreu pobre e abandonado. Nos últimos anos de sua vida viveu na casa de sua nora Joana, que cuidou-o até a morte, ocorrida em 1814. A certidão de óbito encontrada no arquivo da Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias diz o seguinte: "Aos dezoito de Novembro de mil oitocentos e quatorze, falleceo Antonio Francisco Lisboa, pardo solteiro de setenta e seis anos, com todos os Sacramentos encomendado Boa Morte e para clareza fiz passar este assento e que me assigno O Codjor José Como. De Moraes. |